Small Caps – Vulcabras Azalea S.A

Com mais de 65 anos de história, a maior parte deles dedicada à gestão de marcas esportivas, a Vulcabras Azalea – CE, Calçados e Artigos Esportivos S.A, tem suas atividades  baseadas na gestão de marcas fortes e altamente reconhecidas na divisão de negócios de calçados esportivos e femininos.

Durante sua história, conseguiu posicionar muitas das marcas que  figuram hoje entre as líderes de mercado.

Atualmente é responsável pelas marcas Olympikus, Azaleia, Dijean, OLK, Opanka e Botas Vulcabrás.

No dia primeiro deste mês de outubro a companhia anunciou a finalização da compra da operação da marca esportiva americana Under Armour no Brasil.

Nos últimos anos, a Vulcabras vem apostando na expansão de suas atividades a partir do aumento do portfólio de marcas. A parceria, como dito  em nota pela companhia, vai “ampliar as condições de negócios a partir da sinergia entre as expertises de cada uma”.

A Under Armour estava no Brasil há quatro anos e atualmente patrocina o Fluminense e atletas como Bruno Schmidt e Wallace Souza.

No final do ano passado a empresa levantou quase 700 milhões de reais em uma oferta de ações que fez parte um plano de reestruturação para renovar equipamentos de suas três fábricas no país e reativar a marca Azaleia, voltada ao público feminino.

Apesar de não ter tido o mesmo desemprenho de alguns de seus pares do setor de consumo cíclico como Grendene (GRND3) e Hering (HGTX3), a Vulcabras (VULC3), pode vir a ser uma grande opção de investimento para médio e longo prazo.

Após a substancial melhora de seus fundamentos, a VULC3, merece ser considerada como um ativo de crescimento.

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OS NÚMEROS

Se usarmos a métrica utilizada por Warren Buffet e apelidada de “lucro do proprietário” que nada mais que:

LUCRO LÍQUIDO + DEPRECIAÇÃO – INVESTIMENTOS

Chegaremos a um LPA de aproximadamente R$ 0,5774

Agora imaginemos que este LPA permaneça constante, ao adotarmos uma taxa de desconto real de 8%, chegamos ao valor intrínseco de aproximadamente R$7,25.

Ocorre que o “lucro do proprietário” da companhia vem crescendo. As despesas com investimento (CAPEX) são, hoje em dia, maiores que a depreciação, logo o “lucro do proprietário” é sempre menor do que o lucro líquido contábil, muito embora não possamos assumir que o CAPEX continuará nestes níveis.

A empresa, dificilmente apresentará um lucro nos próximos 12 meses capaz de bater os R$264 milhões que apresentou de prejuízos acumulados no segundo tri de 2018 – Nos últimos 12 meses apresentou 178 milhões de  – No entanto,  o EBITDA gerado é bastante superior ao necessário para cobrir o resultado financeiro e as despesas de CAPEX .

Precisamos levar em consideração ainda, o impacto direto da greve dos caminhoneiros no LPA dos últimos 12 meses.

Sem dúvidas, os números e a hipótese de lucro constante nos mostram um ativo com bom potencial de crescimento.

Seguiremos acompanhando de perto essa SMALL CAP

DISCLAIMER: O conteúdo apresentado neste artigo por Camila Costa não se trata de recomendação, indicação e/ou aconselhamento de investimento, tampouco sinaliza necessariamente o posicionamento do Distribuindo Valor ou de seus colaboradores.

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Camila Costa

Economista, administradora de empresas, especializada em gestão financeira e derivativos. Fundadora do Portal Educacional Distribuindo Valor. Trader Autonomia e investidora na Bolsa de valores de São Paulo - B3.

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