Análise Fundamentalista, por onde começar?

Hoje falaremos um pouco sobre a análise fundamentalista.

Escola de análise da situação financeira, econômica e mercadológica das empresas, utilizada majoritariamente por investidores em ações de longo prazo, conhecidos como os praticantes do Buy and Hold (escrevi uma matéria sobre o assunto há algum tempo atrás).

 

Os investidores que utilizam tal análise visam entender não só a situação econômica em que determinada empresa se encontra, mas também, e principalmente, suas perspectivas de melhoria de seus indicadores o que normalmente resultam em uma valorização de suas ações e até um aumento na distribuição de proventos.

 

Em uma estratégia fundamentalista pode-se determinar o valor intrínseco de um ativo, ou seja, de acordo com a geração de caixa da empresa, perspectiva de crescimento futuro e até distribuição de proventos, é possível quantificar o quanto aquela ‘’fatia’’ (ação) deveria valer, excluindo a sua precificação em bolsa, através do Valuation (escreverei um artigo tratando somente desse tema em breve).

 

Lembrem-se, os indicadores apenas indicam, não determinam, então, atenção!

 

Mas para você que está dando os primeiros passos no mundo da renda variável, vou trazer aqui os principais indicadores que uma análise fundamentalista deve levar em consideração, mas ressalto que a análise de indicadores é apenas uma parte do trabalho, sendo imprescindível a verificação de outros itens muito relevantes como;

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  • Concorrência,
  • Investimentos futuros,
  • Mudanças na legislação,
  • Governança corporativa,
  • Pesquisa e desenvolvimento (P&D),
  • entre outros.

As diversas variáveis fundamentais podem ser unidas em dois grandes grupos;

Verificação Qualitativa e Quantitativa.

 

Essas são complementar uma a outra, portanto devem ser consideradas em conjunto no estudo do ativo.

 

No que tange a definição quantitativa será levada em consideração os números do negócio, sua capacidade de geração de caixa (fluxo de caixa operacional), crescimento da empresa como um todo (aumento do patrimônio líquido), tamanho de sua dívida (Dívida líquida), o quanto a empresa paga de proventos ao acionista (payout), o quanto a empresa consegue fornecer de retorno pelo seu patrimônio líquido empregado, expresso pelo ROE (Return On Equity) ou pelo ROIC (Return On Capital), entre outros.

Note que na análise quantitativa são consideradas apenas métricas que podem ser medidas com números.

 

Já na parte qualitativa encontramos muita subjetividade para medição de itens que são muito difíceis de serem mensurados com números como; reconhecimento e força da marca, qualidade na gestão, características e idoneidade dos membros da diretoria da empresa, patentes, entre outros.

 

Note que no decorrer do estudo de uma empresa que deseja se tornar sócio, os números podem lhe agradar muito, mas caso a idoneidade dos dirigentes da empresa forem duvidosos, provavelmente você irá relutar em se tornar parte daquele negócio.

 

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Sempre uso um exemplo muito enfático. Digamos que um conhecido lhe convide a se tornar seu sócio em uma padaria.  Obviamente para você colocar seu dinheiro em tal empreitada irá querer todas as informações possíveis do negócio e tudo o que o circundam para ter certeza que está fazendo um bom negócio, correto?

 

Para se tornar sócio/acionista das empresas listadas em bolsa não deve ser diferente.

 

 

Bons investimentos!

Forte abraço

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Kaio S. Valverde

Especialista em investimentos pela ANBIMA( Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), certificados CPA 10, CPA 20 e CEA. Graduado em Direito, atua desde 2012 na distribuição de produtos de investimento para clientes de diversos segmentos em grandes instituições financeiras. Atua também como planejador e consultor financeiro.

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