BNDES quer conceder incentivo para as empresas buscarem o mercado de capitais

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), estuda conceder incentivo as empresas de infraestrutura  que emitirem debêntures como forma de financiamento de seus projetos.

A ideia seria reduzir o custo de financiamento para essas empresas.

Segundo Marcos Ferrari, diretor de governos e infraestrutura do banco, que hoje cobre até 80% do valor dos projetos – em alguns casos até 100% dos itens financiáveis, três alternativas de mudanças estão sendo avaliadas.

Uma das propostas seria o banco reduzir para 60% sua participação no financiamento através da subscrição de debêntures a serem emitidas pela empresa responsável pelo projeto.

Dessa forma, quando uma parte do restante do financiamento do empreendimento for realizado através de debêntures incentivadas, a empresa receberia uma redução de 0,5% no spread cobrado pelo banco de fomento.

A proposta é que as emissões substituam a linha do Finem. Hoje o spread cobrado nessa linha que é voltada para projetos de investimento, varia de 0,9% a 1,3% ao ano mais TLP (Taxa de Longo Prazo) e a taxa de risco do crédito do tomador.

Para Ferrari esta seria a melhor alternativa do ponto de vista financeiro, porém traria algumas dificuldades operacionais.

A segunda alternativa que está em estudo pelo banco, também reduziria o financiamento via Finem para até 60% do empreendimento e se aplicaria companhias que acessarem o mercado de capitais, mas o a redução concedida seria de até  0,5% do spread, dependendo do risco do projeto em si e dos tomadores do empréstimo.

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Por último, haveria a possibilidade do BNDES reduzir a participação no financiamento para 50%, o que segundo Ferrari, incentivaria indiretamente as empresas a buscarem o mercado de capitais, uma vez que o financiamento via aporte de capital sairia “mais caro”.

As propostas devem ser apresentadas pana a nova administração do banco, que terá como novo presidente o ex-ministro da Fazendo do governo de Dilma Rouseff, Joaquim Levy.

Este novo modelo deve ser adotado a partir do ano que vem.

 

Desta forma,

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