Opções sobre Ações

 

 

Você algum dia deve ter escutado  ou lido algo fascinante a respeito das opções e

sobre como podem ser úteis para  proteger carteiras de ações das

oscilações do mercado e até mesmo remunerá-las.

Mas afinal, o que são Opções?

 

Opções são instrumentos derivativos, isso significa que o valor de uma opção e suas características

de negociação estão ligados a um ativo objeto

 

Exemplo: Uma opção da Petrobras PN está ligada ao ativo PETROBRAS PN.

O ativo ao qual a opção está sendo negociada pode ser uma ação, um Índice, um contrato futuro etc.

 

falarei aqui sobre opções ligadas a ações, mas os conceitos básicos

podem ser estendidos a qualquer forma de opção.

 

Uma opção é um direito de comprar (opção de compra)

ou um direito de vender (opção venda) a determinado

preço e dentro de determinado período de tempo no futuro.

 

Imaginemos que eu tenha interesse em comprar um apartamento, após algumas visitas à alguns imóveis

me decido pelo apartamento do seu João, que quer R$ 500.000,00 à vista pelo seu imóvel.

 

Estou decidida a comprar, mas só terei todo dinheiro necessário em minha conta em seis meses.
Desta forma proponho ao seu João que retire o imóvel de todas as imobiliárias e não o venda para ninguém,

apenas para mim, porém, somente daqui a seis meses, ocasião em que terei todo o dinheiro em mãos.

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Como contrapartida, ofereço a ele 50 mil reais para que ele “separe” o apartamento para mim.

Isso será feito através de um contrato especificando que seu João me vende pelo valor de R$50 mil reais,

a exclusividade da compra de seu apartamento por seis meses, desde que, ao final do prazo eu compre o

imóvel por exatamente R$500 mil reais à vista, caso eu venha a desistir do negócio, ou não tenha todo o

dinheiro em seis meses,  seu João ficará com os R$50 mil a título de indenização pelo tempo que deixou

de tentar vender seu apartamento, esperando que eu exercesse minha exclusividade de compra.

 

Pois bem, passado os 6 meses, eu, em posse dos R$500 mil reais, descubro através de um corretor de imóveis

que a vizinha de seu João, Dona Maria, proprietária de um apartamento idêntico ao dele e no mesmo andar,

está precisando de dinheiro e aceita vender seu imóvel por R$350 mil reais à vista.

 

Ligo imediatamente para seu João e digo que não irei mais exercer minha exclusividade,

ele ficará com os R$50 mil e poderá voltar a anunciar seu imóvel.

 

Desligo o telefone e fecho o negócio com a Dona Maria.
Agora sou vizinha de seu João e ambos estamos muito satisfeitos.

 

Eu,pois moro onde escolhi e desembolsei apenas R$400 mil reais – R$50 mil reais para seu João

e R$350 mil para Dona Maria (R$100 mil reais a menos do que o valor inicial).



Seu João por sua vez, sabia que enquanto Dona Maria insistisse em aceitar R$350 mil

pelo seu apartamento ele nunca venderia o seu por R$500 mil, mas nesses seis meses

recebeu R$50 mil como prêmio por “separar seu apartamento pra mim”

e agora aguarda outra oportunidade de vender seu apartamento pelos R$500 mil reais.

O proprietário (comprador) da opção tem um direito, não uma obrigação.

 

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Se o proprietário de uma opção não exerce esse direito antes do fim do período pré-determinado,

a opção e a oportunidade (direito) de exercê-la deixam de existir.

Para ter esse direito, ele paga um preço (prêmio), que é o valor da opção.

 
Agora que definimos e conceituamos ao opções, podemos dar o próximo passo,

entender e saber aplicar todas as possibilidades de operações financeiras que podemos efetuar através delas.

 

Leia mais Sobre Opções no Artigo Desmistificando as Opções 

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