SÉRIE ESPECIAL – Montando uma Carteira de Ações à Prova de Balas – PARTE I

 

Muitos aqui já ouviram falar ou até mesmo pratiquem o Buy and Hold de ações, mas a verdade é que apenas

uma minoria sabe de fato como deve se comportar um verdadeiro Holder.

Pequenos e médios investidores, com pouco ou muito tempo de mercado, incorrem em um erro gravíssimo,

por não entender a essência desta modalidade

 

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Ser um verdadeiro Holder, não é simplesmente montar uma carteira de ações apenas baseada em bons fundamentos ou distribuição de dividendos.

Não se trata de aumentar sua posição em uma empresa a cada baixa do mercado, afim de diminuir o seu preço médio

 

Então como fazer para se tornar um Holder de verdade?

Antes de se tornar um Holder de sucesso, você precisa evidentemente, montar um bom portfólio e para isso é preciso entender o conceito de critérios de investimento.

 

Para montar uma carteira de ações é fundamental o uso de determinados critérios. Estes critérios, estão intrinsecamente ligados ao perfil do investidor –

 o grau de tolerância ao risco;  se haverá aportes futuros e a periodicidade com que eles deverão ocorrer; por quanto tempo este dinheiro poderá ficar investido,

mesmo em situações de extrema emergência financeira; o grau de conhecimento do mercado de ações; o tempo que se tem disponível para acompanhar o mercado.

Leia também!  Desmistificando as Opções - Fundamentos e Classificações - Parte I

 

Critérios definidos, mãos à obra!

 

1 – A ESCOLHA DOS ATIVOS

A escolha de boas empresas se dá de forma cartesiana, é necessário combinar análise objetiva e subjetiva do ativo.

Nem sempre as “queridinhas do mercado”, trarão lucratividade a sua carteira, na verdade, é muito mais provável que uma carteira composta,

em sua maioria, pelas famosas “blue chips” tenham rendimento decepcionante.

Comprar uma empresa que está performando bem, não significa que ela continuará assim e, talvez, lhe trará um retorno inferior,

se comparada a uma empresa ainda em fase de crescimento, preparada de forma a performar acima da média.

2 – O MOMENTO CERTO DE ADQUIRIR CADA UM DOS ESCOLHIDOS

O “timing” para comprar as ações que comporão sua carteira deve ser o mais preciso possível.

Mesmo escolhendo uma boa empresa, você poderá amargar grandes prejuízos, as adicionando ao portfólio, justamente em um momento

em que seu preço se distancia quase que irracionalmente do seu valor.

Obviamente, estas distorções se corrigem e eventualmente  a empresa retorna ao seu valor, porém se pergunte :

Por outro lado, uma a empresa pode estar mais lucrativa e competitiva do que nunca, porém, suas cotações estão cada vez mais baixas, impulsionadas por exemplo pelas expectativas de um novo presidente da república, uma reforma que afetará diretamente o seu setor de atuação, ou a eminência de uma guerra, ou uma catástrofe natural.

E neste momento?  Você conseguiria discernir o que é factível do que é apenas pânico e ir as compras? ​

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