Como são Tributados os Investimentos de Renda Fixa.

Um assunto que gera bastante dúvida nos investidores, sobretudo os que já possuem algum capital aplicado,

são as diferentes incidências de impostos e taxas sobre os investimentos de renda fixa.

 

Haja vista esse grande emaranhado de números, vamos aqui elucidar e tornar mais claro

o entendimento dessas tributações e como elas impactam seus investimentos.

 

 

O primeiro ponto a ser entendido é que na renda fixa, todo o imposto de renda é RETIDO NA FONTE, ou seja,

o investidor não precisa se preocupar em recolher o imposto devido através de um mecanismo adequado para tanto,

esse recolhimento é incumbência da instituição que está lhe fornecendo (vendendo) o investimento, seja ele CDB, Previdência Privada, Tesouro Direto, Fundo de Renda fixa ou multimercado, Debêntures e etc…

 

No Brasil os investimentos de renda fixa são tributados pelo IOF e IR.

 

 Falarei sobre os tributos de renda variável em outro artigo.

 

 

O primeiro imposto, e muitas vezes negligenciado pela maioria, é o IOF (imposto sobre operação financeira), esse imposto incide não só sobre investimentos, mas também sobre contratos de empréstimos, por exemplo, ou uso do crédito rotativo no cartão de crédito.

Nos investimento de renda fixa ele incide em uma alíquota regressiva e zera após o 29º dia de aplicação.

 

O segundo e mais ‘’pesado’’ imposto é o IR (imposto de Renda).

Leia também!  CDB: Entenda essa modalidade de investimento.

Neste artigo não abordarei os títulos de renda fixa que são isentos desse imposto,pois tratarei deles isoladamente em outro artigo, mas trago aqui os mais comuns, alguns deles são: LCI, LCA, Poupança, Debêntures incentivadas, entre outras.

 

As alíquotas incidem somente sobre os rendimentos, e variam de acordo com o tempo de aplicação e sua natureza.

 

Vamos esquematizar em algumas planinhas para melhor entendimento.

 

Importante ressaltar que fundos de renda fixa de curto prazo têm alíquota regressiva apenas até 20%.

 

Aqui trago uma dica muito importante!

Nem sempre investimentos isentos de imposto de renda são os mais rentáveis, haja vista uma comparação entre poupança e um CDB que remunera cerca de 120% do CDI.

Embora o CDB seja tributado, este apresenta um rendimento muito superior à poupança.

 

Para fundos de investimento em renda fixa ainda temos o temido COME-COTAS.

Basicamente é o adiantamento de imposto de renda cobrado semestralmente, mais especificamente no último dia útil de MAIO E NOVEMBRO abatendo parte do imposto que seria devido na ocasião do resgate.

Essa cobrança reduz o número de cotas referente ao valor do imposto, daí o nome ‘’come-cotas’’.

Logo, no resgate, o imposto retido será somente da diferença ainda devida para o leão.

As alíquotas cobradas seguem a tabela regressiva de IR mostrada a cima.

Leia também!  Planos de Previdência (PGBL e VGBL) - descomplicando a declaração de IR

 

   >>> Falarei mais sobre come-cotas em outro artigo.

 

A tabela demonstrada acima é aplicada em quase todos os investimentos de renda fixa.

Contudo, a previdência privada possui algumas características peculiares em sua tributação, podendo ser dividida basicamente em duas tabelas de cobrança, a progressiva e a regressiva.

 

 

Veja as diferenças nas tabelas a seguir;

 

 

Tabela progressiva válida em 2018.

 

Tabela Regressiva válida em 2018

 

 

Vale ressaltar que é o cliente quem opta pela tabela que lhe for mais favorável, juntamente com o plano PGBL ou VGLB, sendo a incidência do imposto sobre o montante total acumulado, e incidência somente sobre os rendimentos, respectivamente.

 

     >>> Falarei mais sobre previdência privada em outro artigo.

 

 

 

Bons investimentos!

Forte abraço.

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Kaio S. Valverde

Especialista em investimentos pela ANBIMA ( Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), certificados CPA 10, CPA 20 e CEA. MBA em finanças, investimentos e banking pela PUC. Graduado em Direito, atua desde 2013 na distribuição de produtos de investimentos para clientes de diversos segmentos em grandes instituições financeiras.

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