Mercado em alta ou em baixa – quem tem o portfólio certo, não precisa se preocupar.

A volatilidade, amada por uns e odiada por outros está de volta, deixando alguns investidores extremamente preocupados. Entramos no que parece ser um túnel interminável de ansiedade e apreensão. O que ainda está por vir? Ninguém sabe ao certo. Baseado no cenário político eleitoral local, tudo indica que estamos apenas dando os primeiros passos em direção ao mar de instabilidade. Mas os mercados são previsivelmente imprevisíveis.É claro que os especialistas têm muitas teorias, além de ideias sobre o que os investidores devem fazer. Afinal, é o trabalho deles. Porém, a menos que você seja um day trader, as intrigas de curto prazo dos mercados realmente não devem ter muito efeito sobre o que você faz com a sua “poupança para a aposentadoria” Se a sua carteira estiver configurada para se adequar ao momento da sua vida e a quem você é como investidor, você pode evitar o transtorno e se deligar dos noticiários (é o que eu faço). Como se desligar com a certeza que não terá grandes surpresas?  Como fazer  para que você e sua carteira resistam a esse tsunami ? 1. Enfrente a histeria com criatividadeA diversificação é fundamental, e isso significa alocar seu dinheiro em muitas classes e categorias de ativos – não apenas dois, três ou até cinco. – Sobreposição é um dos problemas mais comuns que encontramos.
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 Pense além de ações e títulos de renda fixa.Considere outras opções, fundos  imobiliários commodities, moedas e principalmente PRATIQUE O HEDGING. Ativos não correlacionados podem estabilizar seu portfólio.À medida que as condições do mercado mudam, um aumento em uma classe de ativos pode ajudar a compensar uma queda em outra. 2. Conheça sua tolerância ao riscoO setor financeiro tende a rotular os investidores como conservadores, moderados ou agressivos. Embora aprendamos ao longo dos anos que esses termos significam coisas diferentes para pessoas diferentes – incluindo os profissionais financeiros que os utilizam. Você é quem deve identificar onde está seu nível de conforto– como você se sente em relação a determinados resultados aleatórios – e determinar como seu portfólio deve se adequar à sua ao risco. Você alguma vez simulou como seu portfólio atual ou proposto se manteria em certos cenários – como os crashes de 2000 ou 2008. São os tempos difíceis que mudam vidas. Saber o que esperar pode impedi-lo de tomar decisões emocionais quando os mercados (e os especialistas) começarem a ficar assustadores. 3 – Tenha um propósito para seus investimentosDiversas vezes, os investidores gastam tempo e dinheiro com um produto ou estratégia “enlatados”- desses que surgem em sua caixa de e-mail todos os dias – mas não têm ideia de como funcionam.
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 Não sabem se estes produtos são orientados para renda ou crescimento, ou se fazem parte de um plano de longo ou curto prazo.É apenas algo que um conselheiro, um mago do mercado, um spammer com a alcunha de “Research” – ou cunhado ou colega – disse a eles que deveriam fazer. Contudo, é importante informar-se sobre o que você tem em seu portfólio e porque você o tem. Especialmente se você estiver próximo ou “na aposentadoria”, você deve ficar longe da ideia de que é tudo sobre taxa de retorno e virar sua atenção para proteger seu ninho de ovos para o longo prazo. Se o seu portfólio é projetado e implementado especificamente para você – e está em concordância com sua situação financeira, suas necessidades e sua personalidade – você deve ser capaz de superar os altos e baixos do mercado sem deixar que as emoções tirem o melhor de você. Todo investimento traz algum risco, mas você pode melhorar suas chances de sucesso e seu nível de conforto diário – Basta um plano sólido e individualizado.
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Camila Costa

Economista, administradora de empresas, especializada em gestão financeira e derivativos. Fundadora do Portal Educacional Distribuindo Valor. Trader Autonomia e investidora na Bolsa de valores de São Paulo - B3.

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