Mornig Call – Segunda-Feira, 16 de julho de 2018

A divulgação de dados de atividade e inflação nos últimos dias acabou dissipando, ao menos no curto prazo, os riscos de que o Banco Central dos EUA intensificasse o ritmo de alta na taxa de juros por lá. Na sexta-feira, os juros oferecidos pelos Treasuries de 10 anos (títulos públicos norte-americanos, equivalentes ao nosso Tesouro Direto) encerraram aos 2,829% ao ano e se distanciaram da barreira psicológica dos 3,0% observado em meados de maio e que vinha desencadeando a correção dos ativos emergentes. Dados de emprego, em especial os ganhos médios por hora trabalhada nos EUA divulgados no dia 06, ajudaram a mitigar quaisquer pressões sobre os preços na maior economia do planeta. Por falar em inflação, foi divulgada a inflação ao consumidor norte-americano do mês de junho na última quinta-feira (12) e que apresentou uma ligeira alta de 0,1% em relação ao mês de maio, ficando abaixo das expectativas que apontavam um ligeiro avanço de 0,2%. As expectativas são de que os preços sigam comportados, especialmente por conta da redução do sentimento do consumidor dos EUA, divulgado pela Universidade de Michigan, que atingiu o menor patamar em seis meses diante das preocupações dos consumidores norte-americanos em relação aos efeitos da guerra comercial promovida pelo presidente Donald Trump. Neste caso, consumidor cauteloso pode levar a queda das vendas o que pode fazer com que as empresas tenham menos espaço para elevar os preços e, portanto, levando a um quadro de menor inflação e menos pressão para a elevação da taxa de juros por lá.

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Por aqui, mesmo com o quadro fiscal pressionando a dinâmica dos juros futuros, o cenário externo prevaleceu e fez com que estas taxas cedessem um pouco na sessão desta sexta-feira (13), o que contribuiu para a alta dos preços dos títulos indexados a inflação e prefixados ofertados no Tesouro Direto, em relação ao fechamento da semana anterior.
Com a perspectiva de manutenção da taxa Selic neste ano e de que seja elevada no próximo ano, mantenho cautela em relação aos títulos indexados ao IPCA e prefixados negociados no Tesouro Direto. No front externo, os recentes indicadores divulgados trouxeram algum alívio em relação às expectativas de alta da taxa de juros nos EUA, mas as tensões comerciais envolvendo os EUA e os demais países seguem apresentando um fator de risco no curto prazo.
Diante disso, para o investidor estreante ou pouco familiarizado com o mercado financeiro vale a recomendação de fazer seus investimentos na modalidade pós fixada, que é a que mais se assemelha ao comportamento da caderneta de poupança, mas com ganhos superiores ao longo do tempo. Dentro do Tesouro Direto este investimento seria o Tesouro Selic 2023.

Para o investidor que busca capturar oportunidades, mesmo em um contexto de maior volatilidade recomendamos conhecer o relatório Mapa do Tesouro: Recomendações de Tesouro Direto.

Bom dia e bons negócios!

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Carlos Soares

Economista formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo | PUC-SPAnalista de Investimentos Certificado e Credenciado junto à APIMEC (Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais)Profissional com 16 anos de atuação no mercado financeiro, com passagens pelo pregão da Bolsa, atuando como analista em consultorias de investimentos e research de corretoras de valores mobiliários.

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